Socioeducativo

Os Rogacionistas são pessoas consagradas no povo de Deus com a finalidade apostólica ativa dirigida, principalmente, à educação. Em continuidade à tradição educativa e pedagógica de Santo Aníbal Maria Di Francia (1851-1927), os Rogacionistas pretendem ir ao encontro de crianças e jovens de classes populares e aos mais necessitados, com várias iniciativas educativas: no âmbito da acolhida, da educação e reeducação da escola, da formação profissional, da atualização cultural, do esporte, da animação social, além do âmbito da formação religiosa propriamente dita.

Santo Aníbal viveu o evangelho da caridade de modo extraordinário. Movido por um autêntico amor a Deus, aproximou-se dos pobres com grande respeito e delicadeza, assumindo as necessidades e as exigências de todos, mas teve especial carinho pela sorte dos menores.

Edificou e dirigiu, com uma presença direta, contínua e eficaz, várias obras educativas, tornou-se para todos nós, modelo de educador singular, iniciador de um método e de novas instituições de caridade e educativas inspiradas no evangelho.

Aos seus filhos, Santo Aníbal recomendou: “Entre todas as obras santas, aquela de salvar as crianças é santíssima; portanto, vocês deverão atendê-las com todo sacrifício e com espírito de inteligência, livrando-as dos perigos, da perversão, e as encaminhando à uma sadia educação”.

As características fundamentais de uma pastoral rogacionista da educação são:

• Cristo, centro e fundamento do Projeto Educativo. É uma referência explícita à concepção cristã da realidade e do ser humano, para uma plena e harmônica formação da personalidade dos educandos, segundo os princípios do evangelho como norma educativa, motivação interior e meta final.

• Respeito à autonomia dos valores humanos
. A pessoa do educando é o centro ativo do projeto de sua elaboração e atuação.
• Atenção à realidade histórico-ambiental-cultural. A ação educativa torna-se mais eficaz quando é acompanhada de uma inteligente leitura da situação da vida própria dos educandos e atenta para compreender a complexidade dos problemas.

• Inserção no contexto sócio-político-eclesial. Um sistema no qual operam outras instituições, o envolvimento e a colaboração recíproca garantem os melhores resultados, sobretudo, quando incidem sobre a possibilidade de opção sobre o futuro das crianças.

O projeto não pode ser separado da figura do Educador Rogacionista. Pode-se delinear os seguintes traços deste:

• Espírito de Amor. Os educandos saibam e sintam serem amados. Trata-se de um relacionamento diário que se traduz no empenho do educador, pessoa totalmente dedicada ao educando, presente no meio deles com disponibilidade, simpatia profunda, capacidade de diálogo e interesse por seus problemas. O educador deve tornar-se para as crianças um amigo maduro e responsável.

• Competência
. A educação das crianças é a ‘arte das artes’, ‘ciência das ciências’; poucos a possuem, é necessário ser filósofo, teólogo, grande conhecedor do coração humano e santo para ser um perfeito educador de uma criança pequena.

• Exemplo. A educação comporta, por quem a empreende, inevitavelmente um contínuo esforço ascético, para que o modelo de todos seja Jesus, o Divino Educador.

• Reciclagem.
É necessária uma contínua reciclagem nas ciências da educação, para que a própria ação possa ser eficaz e adequada às várias circunstâncias. A responsabilidade da educação não deve se exaurir na procura e no estudo dos temas científicos e culturais ligados ao mundo juvenil e pedagógico.

• Presença.
Indispensável para poder exercitar validamente o próprio trabalho educativo, para exprimir de maneira concreta o amor aos educandos, partilhando com eles momentos da vida, de compromissos e de lazer.

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