Pai de misericórdia,

que destes o vosso Filho pela nossa salvação

e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito,

concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes,

que sejam fontes de vida fraterna

e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a vós e à evangelização.

 

Sustentai-as no seu compromisso

de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração.

Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional,

de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso.

 

Maria, Mãe e educadora de Jesus,

interceda pelas comunidades cristãs,

para que, fecundas pelo Espírito Santo,

sejam fonte de autênticas vocações

ao serviço do povo santo de Deus.

 

 

Para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no 4º Domingo da Páscoa, em 17 de abril de 2016, o papa Francisco enviou mensagem a todos nós, com o tema: “A Igreja, mãe das vocações”. O fio condutor da mensagem é o sentido da “pertença eclesial”, cujos pressupostos se baseiam na catequese de Francisco, que tem insistido de que nós não somos isolados e não somos cristãos a título individual. A nossa identidade cristã é pertença! Não se pode amar a Deus sem amar os irmãos, não se pode amar Deus fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Deus sem fazê-lo na Igreja. Francisco nos diz que ninguém se torna cristão por si mesmo! Não se fazem cristãos em laboratório. Daí a necessidade do acompanhamento dos vocacionados via comunidade eclesial, tendo como instrumento o Itinerário Vocacional. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja e esta Igreja o faz cristão, no dia do Batismo, e depois no percurso da catequese (itinerário), segundo o papa. 

Podemos indicar três pontos convergentes na mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações: a vocação nasce na Igreja, cresce na Igreja e é sustentada pela Igreja. Vejamos... 

 

- A vocação nasce na Igreja. Vemos que o sinal claro da autenticidade dum carisma, a sua capacidade de integrar-se harmonicamente na vida do povo santo de Deus, para o bem de todos é o sentido de pertença eclesial, pois ninguém é chamado exclusivamente, mas para a Igreja e para o mundo. Neste sentido, todos são convidados à vivência de uma profunda eclesialidade vocacional para que os candidatos às diversas vocações possam conhecer cada vez melhor a comunidade e dela participar, envolver-se. 

 

- A vocação cresce na Igreja. No processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Uma proposta bem concreta que vemos na Mensagem, para o crescimento das vocações na Igreja é a da missão para os vocacionados: evangelização nas periferias; conhecer melhor a missão ad gentes em contato com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. No caso dos Institutos Religiosos, os vocacionados devem ser levados a conhecer o carisma através das várias atividades pastorais realizadas. 

 

- A vocação é sustentada pela Igreja. Todos aqueles que foram chamados, a começar pelos ministros ordenados, cujo cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério, têm a responsabilidade eclesial para com novas vocações. Esta responsabilidade passa por todos os fiéis, seja na oração pelas vocações ou na ação educativa do acompanhamento vocacional, para uma cuidadosa seleção de candidatos. Lemos na Mensagem: “Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina”. Francisco faz uma indicação para a importância da formação vocacional continuada ou permanente daqueles e daquelas que já responderam ao Sim definitivo: “Quem consagrou a própria vida ao Senhor está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade”. Nas entrelinhas vemos uma indicação para disponibilidade eclesial, que passa pela dimensão missionária da vocação e devolve à comunidade a sua responsabilidade: Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade eclesial que permanece uma referência vital.

 

Em seguida, o papa indica os responsáveis pelas vocações, nominando-os: Ministros Ordenados (sacerdotes), os quais devem ter o cuidado pastoral das vocações como parte fundamental de seu ministério, no acompanhamento dos vocacionados e também daqueles que já estão no caminho vocacional a serviço da comunidade; Cristãos Leigos (todos os fiéis), chamados a conscientizar-se do dinamismo eclesial da vocação; Comunidades Cristãs, para que sejam vivas, fervorosas e felizes, fontes de vida fraterna, testemunhas e sinais aos jovens, para que desejem seguir o caminho vocacional, comunidades propositivas que tenham uma adequada catequese vocacional, fontes de vocações autênticas.

 

Da Mensagem podemos apontar algumas indicações à práxis vocacional:

 

1) DESPERTAR todo o povo de Deus para a Cultura Vocacional. Manter esta Cultura viva em toda comunidade. “A comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação”.

 

2) CULTIVAR e ACOMPANHAR todos os vocacionados, “tanto aqueles que procuram no discernimento qual a sua vocação, como aqueles que já ofereceram a vida a serviço de Deus e da Igreja”. 

 

3) POSSIBILITAR para que haja na diocese, na paróquia e nas comunidades de Vida Religiosa Consagrada (VRC) e Novas Formas de Vida um clima de evangelização e catequese vocacional permanente para “conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada”.

 

4) INTEGRAR, “criar vínculos”, entre todas as pastorais, movimentos e grupos afins no trabalho vocacional, pois o trabalho de suscitar vocações para o serviço do Reino é de toda comunidade (cf. PDV, 34). 

 

3) POSSIBILITAR para que haja na diocese, na paróquia e nas comunidades de VRC e Comunidades de Vida um clima de evangelização e catequese vocacional permanente para “conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada”.

 

5) CONSCIENTIZAR a todos para um amor incondicional que vença a “indiferença e o individualismo” , e estabeleça a comunhão numa Igreja toda ministerial, para que nos ajude a “sairmos de nós mesmos”.  

 

6) PROMOVER a Oração pelas Vocações (cf. Mt 9,35-38). “A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações.”

 

7) INVESTIR: em todas as forças vivas da comunidade para que sejam “fervorosas e felizes, fontes de vida fraterna e testemunhas para os jovens, por meio de uma adequada catequese vocacional”.

 

8) NÃO TER MEDO de ir pelo caminho para aprofundar nossa pertença à Igreja e nosso sentir com a Igreja, mãe das vocações.

 

Pe. Geraldo Tadeu Furtado, rcj




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