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Um paralelo entre a vida de Jesus Cristo e a de Santo Aníbal Maria
“Dele pôde ser dito, á semelhança do divino Redentor: ‘passou fazendo o bem e curando a todos’”. (VITALE, p. 109)
No Evangelho do Rogate entendemos a oração de Jesus ao ver as multidões cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor, o Senhor da Messe sente “compaixão”: “Jesus percorria todas as cidades e povoados ensinando em suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, enquanto curava toda sorte de doenças e enfermidades. Ao ver a multidão teve compaixão dela, porque estava cansada e abatida como ovelhas sem pastor [...]”.(Mateus 9, 35). Este mesmo acontecimento se dá na vida de Santo Aníbal quando ele entra na favela de Avinhão: “[..]) esgotos e as fossas escorriam das casas para o chão da rua [...] os casebres baixos e escuros, sem janelas, por toda parte tinha trapos e imundícias [...] em tamanho abandono vivia aquela multidão de gente pobre; homens, mulheres, velhos, meninas, todos amontoados por assim dizer, naquele lugar parecido com uma estrebaria de animais [...].” (VITALE, Francesco. Côn. Aníbal M. Difrância, p. 46) E ainda cita o padre Vitale: “Mas de sua mente [de Aníbal] não saía o bairro de Avinhão (...) aquele rebanho sem pastor.”(VITALE, p. 50) Santo Aníbal “(...) sentiu a mais profunda compaixão pelas enfermidades humanas, e gostaria de aliviá-las todas se pudesse (...). Imitando o Divino Redentor: evangelizar e passar em todos os lugares fazendo o bem.” (VITALE, p. 337)
No Evangelho vimos Jesus Cristo encontrar-se com o cego Bartimeu, quando o Senhor da Messe o encontra, convida-o para segui-lo: “Quando ele se aproximava de Jericó, havia um cego, mendigando, sentado à beira do caminho [...]” (Lucas 18, 35).Esta passagem vem nos lembrar o encontro de Santo Aníbal e o cego Zancone na periferia de Messina: “O diácono Difrância, passando por uma estrada estreita e afastada da cidade, deparou com um pobre coberto de andrajes, cego, ou ao menos parecia como tal, sentado no chão, que gemendo pedia esmola aos transeuntes com a mão estendida [...].” (VITALE, p. 44).
No Evangelho de João 1, 38-40: “Jesus voltou-se e, vendo que eles o seguiam, disse-lhes: ‘que estais procurando?’ Disseram-lhe: Mestre, onde moras?’ Disse-lhes: ‘Vinde e vede’. Então eles foram e viram onde ele morava, e permaneceram com ele [...].” Padre Vitale ainda relatando o encontro do Santo com Zancone, reintera: “[...] e, depois de ter lhe colocado algumas moedas na mão, pergunta-lhe: ‘Onde você mora?’ [...] a resposta não se fez esperar, em seu próprio dialeto o pobre disse: ‘Nas casas de Mignuni [Avinhão]; [...] onde estão as casas de Mignuni? Para lá de Zaera’. [...]’ virei procurá-lo’[...].”(VITALE, p. 44) E todos sabemos que nosso Santo de fato foi e não apenas fundou nosso Instituto nessa realidade como morou lá: “[...] uma pessoa que os ama e se interessa por seu estado miserável [...]. Resolveu o servo de Deus então, alugar um casebre [...].” (VITALE, p. 51)Aqui vemos uma inversão dos personagens, mas o fato ocorrido na vida de Jesus também aconteceu na vida de nosso Santo Fundador, o “onde moras” além de um convite é um compromisso, assumido por nosso Santo Fundador e legado a nós mesmos seus seguidores.
Um outro fato narrado por Mateus nos lembra outra vez a vida de Aníbal: "Um homem tinha dois filhos, e, chegando-se ao primeiro, disse: Filho vai trabalhar hoje na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi. Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi”.(Mateus 21:28-32) Quando nosso Santo Fundador se encontra com o então clérigo Francesco Vitale: “Um dia encontrando-se com o então clérigo Francisco Vitale na rua, perto da Igreja da Anunciação, e lhe disse afetuosamente: ‘você não quer vir comigo para dirigir os meninos?’ Este lhe desculpou respeitosamente, alegando motivos familiares, de estudo, saúde e questões financeiras [...] disse não! [...]” (VITALE, p. (88) O próprio Pe. Vitale faz esta menção em sua obra, ele mesmo que disse “não” tornou-se o primeiro sucessor de Aníbal. O Cristo que chamou os seus Apóstolos: “Vem e segue-me”, muitas vezes recebeu inúmeros “nãos”, quantas vezes foi traído, mesmo assim nosso Santo Fundador continuava firme em seu propósito de evangelizar os pobres, cuidar dos órfãzinhos e de tornar o Rogate conhecido. O Cristo que curava em todo lugar se apresenta agora nos atos de nosso Santo. Padre Aníbal motiva a distribuição do “pão de Santo Antônio”, que segundo testemunhas era fonte de prodigiosos milagres]. Outro fato que sempre foi uma constante na vida de Santo Aníbal e quer não deveríamos deixar de mencionar era o seu amor pelas crianças: “Eu amo as criancinhas, elas são o ideal mais belo de minha vida.” E claro, Nosso Senhor Jesus Cristo quando tomando as crianças palestinas no colo, dizia: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos céus.” (Mateus 18, 3)
Essa incrível semelhança entre a vida e obras de nosso Pai Santo Aníbal Maria e Nosso Senhor Jesus Cristo, longe de ter sido uma conhecidência, foi uma vívida realidade, um santo privilégio que Deus concede aos seus santos e que cada um de nós cristãos batizados e comprometidos, podemos também experimentar em nossa vida.
Noviço: Ir. Lucas Fernandes Bombazar - Curitiba/PR
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